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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Eu realmente me sinto tão bem ao ouvir essa playlist, ela me faz sentir feliz de uma maneira que não sou. As vezes tento compor, mas mesmo com tamanha inspiração há um bloqueio criativo. Não sei o que acontece comigo, já cheguei a pensar que pode ser um desvio mental muito grave que pode me deixar insana ou coisa do tipo, mas pesquisei na internet e descobri que existem algumas pessoas como eu pelo mundo. Entro nas redes sociais em busca de alienação infame e encontro um deserto cheio de cartazes meus jogados, para todos os lados, mesmo no senso comum, estou na minha mente, perdida e deturbada. A música diz "Diga o que quer que você tenha a dizer" e eu realmente tento me contaminar com a letra, mas eu realmente não consigo ou talvez esse meu bloqueio aconteça por que eu não consigo dizer isso nem a mim mesmo quanto mais as minhas folhas e claro é figurativo.

Por: Sylwia Radke

Há algo me sufocando. Sugando o ar de minha garganta, não sei se consigo identificar o que é ou quem, mas é forte e intoxicante, contém minha respiração. Nunca vi ninguém gostar desse tipo de situação, mas eu estou gostando, é algo que excita. Estranho, não consigo enxergar nada, se eu dissesse que minha visão está turva, seria um privilégio. Inspira, inspira, repito a mim mesma, mas estou sufocando. Dói, dói muito, mais do que se é possível descrever, mas é uma dor alucinante. Eu quero mais, muito mais, quero que mais lágrimas escorram em meu rosto, mais vermelha e com inchaço. Lastimo não ter notado, lastimo não ter percebido o começo da dor, por que quando "o peito começa a doer" é tão pouco que nem me importa até chegar aqui nesse ataque fulminante. Meu coração doendo e meu corpo caindo inerte. Teria usufruído mais se tivesse prestado mais atenção em mim mesma em todos os sentidos. Essa falta de ar, invade meu pulmão da maneira mais contraditória possível. Senti tudo mais gélido e até mesmo quem me carregava nos braços, via pouco e esse pouco era uma mistura de algumas cores que foram sumindo aos poucos... aos poucos... até que eu não as vi mais e não senti mais toque nenhum, nem mesmo o lençol por de baixo de mim,,

Por: Sylwia Radke

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Loucos para lutar e sob aquele pequeno olhar, aquele olhar singelo, aquela estranha junção. Estávamos ali em meio a uma pequena luta e que luta essa que não se usa violência, muito menos as palavras de mais baixos calões, é a junção dos nossos corpos, de nossas almas. Conhecendo, entendendo, estudando esse espaço, os mais sutis movimentos que se fizeram loucos e assim de tão arredios se tornaram eufóricos, já não víamos mais o quão fora de contexto aquilo, na verdade isso é. Você no mais alto lugar e eu no mais baixo o observando de maneira tão esmorecida e você pulou para dentro desse olhar perdido, escondido nas profundezas das minhas colocações corporais, nós entendemos.. Quem se importa com qualquer coisa quando se está agindo por instinto e se o amor e a selvageria fazem parte de nós. Rastejando em situações jamais imaginadas, mas vividas de maneiras incessantes todos os dias, aliás nesses minutos.. Cerca de cinco minutos, cerca de cinco minutos é suficiente para desmoronar, para explodir, acabar e arrasar um quarteirão, quem não sabe disso, afinal é através dessa estranha situação que tentamos salvar um ao outro, dançando como se a dança fosse amenizar qualquer coisa. Através de madrugadas, mal dormidas, queimando da maneira mais intensa e figurativa o meu coração. Que parece um fino elástico. Ambos sabemos o quão jovens e infantis parecemos quando estamos amando e o quão cruéis podemos ser. Seus olhos que são como sua lâmina tem me rasgado de todas as maneiras imagináveis, mas o meu corpo tem uma pele bem grossa, sim como uma armadura, mas meus olhos são frágeis, lhe permitem acesso a esse coração que continua aqui lutando por paz, dançando, te puxando para perto de mim, mas existe uma gaiola que te prende, como uma prisão, um pássaro que não consegue voar e eu dona do pássaro, não sei o alimentar e é tão pecaminoso deixar seus olhos penetrarem em minha alma, mas não deixa-lo tocar no meu coração elástico. Ambos sabemos o que pode acontecer. Mas sou eu quem o puxa para perto como se nada fosse acontecer e de repente nos encontramos em meio a uma pequena luta e que luta essa que não se usa violência, muito menos as palavras de mais baixos calões, é a junção dos nossos corpos que se esmoreciam continuamente.

Por: Sylwia Radke